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“A lã pode ser o fio condutor
de uma nova economia regional,
sustentável, inovadora e com identidade!”

Fotografias, propriedade e design:

Liliana de Andrade

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COMUNICAÇÃO
Aúdio Visual e Infografia

Lã na Madeira, entre território, memória e futuro!

Este projecto de investigação nasce de um olhar sobre o sector da lã na Região Autónoma da Madeira (RAM), uma prática com raízes profundas no território e que, actualmente, se encontra em risco de extinção.

 

Investigar este universo foi, por isso, também uma forma de aproximar-me de uma parte da identidade rural madeirense e dos saberes associados à pastorícia e à lã.

#2025/2026

Investigação no território

O processo passou pelo contacto directo com o território e com as pessoas que mantêm viva esta actividade. Foram realizadas visitas de campo, contactos com associações e artesãos, entrevistas e momentos de observação, procurando compreender as diferentes dimensões do sector, as suas dificuldades, os saberes tradicionais e os desafios à sua continuidade.

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A investigação permitiu perceber que preservar a lã na Madeira é também preservar profissões, práticas e conhecimentos transmitidos ao longo de gerações. A valorização cultural e educativa surge, assim, como uma possibilidade de aproximar estas práticas das novas gerações e reforçar a ligação entre território, identidade e conhecimento.

Do território ao objecto

A investigação deu origem a um conjunto de objectos que procuram registar e comunicar esta relação entre a lã, o animal e o território.

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Foi desenvolvido um caderno de bordo, enquanto instrumento de registo e investigação, reunindo elementos relacionados com o habitat, a fauna, a alimentação e aspectos ancestrais de identificação das ovelhas.

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A componente visual e gráfica, originou uma brochura de edição única chamada Névoa, explora a sobreposição de imagens, criando uma representação mais abstracta desta cultura e da sua memória. Através desta linguagem, o projecto procura transformar a investigação num objecto sensível, onde diferentes camadas de informação se cruzam.

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O projecto inclui ainda uma amostra de tapeçaria em lã, representando a mancha de cores presente no pelo das ovelhas, e uma pequena caixa de recolha, destinada a reunir elementos naturais associados ao habitat e ao ecossistema estudado.

Uma matéria que conta uma história

Mais do que estudar uma matéria-prima, este projecto procura olhar para a lã como fio condutor entre passado e futuro.

Uma fibra natural que transporta consigo conhecimento, território e memória e que poderá assumir novos significados através da educação,

da valorização cultural e da inovação.

 

Entre a lã e a terra, entre o saber antigo e o olhar contemporâneo, este projecto procura preservar aquilo que ainda pode ser tecido.

Design

Investigação e Conceptual

A investigação desenvolvida em torno do sector lanífero na RAM, constituiu o ponto de partida para uma nova etapa de exploração no âmbito das disciplinas de Design.

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Através do contacto com o território, das visitas de campo, das entrevistas e da recolha de informação, foi possível compreender não só a lã enquanto matéria, mas também o conjunto de práticas, saberes e relações que lhe estão associados. Esta aproximação permitiu identificar a fragilidade de um sector em risco de desaparecimento e a necessidade de encontrar novas formas de valorizar e transmitir este património.​

Relatório Científico
"NévoaLab Experience"

Design concecptual

"NévoaLab Experience"

A partir deste processo de investigação, procurei transportar o conhecimento adquirido para o desenvolvimento de uma proposta de Design de Investigação e Conceptual.

 

A investigação deixou, assim, de ser apenas um processo de recolha e passou a constituir a base para pensar uma experiência capaz de aproximar o público desta cultura.

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É neste contexto que surge o "NévoaLab Experience", uma proposta de espaço sensorial, educativo e cultural que explora a relação entre tradição e inovação. O conceito procura utilizar a tecnologia como meio de preservação e transmissão do património imaterial, criando uma experiência onde o utilizador pode explorar o ciclo da lã através de estímulos visuais, sonoros, olfactivos e tácteis.

O projecto partiu da identificação do problema e do contexto, seguindo uma abordagem baseada no Double Diamond: Discover, Define, Develop e Deliver. A primeira fase centrou-se na exploração e definição do problema, recorrendo à investigação em campo, entrevistas e recolha sensorial. Seguiu-se a definição da proposta e o mapeamento dos stakeholders, avançando posteriormente para o desenvolvimento de vídeos, realidade aumentada, jogo e protótipos, até à construção da experiência final imersiva.

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A proposta adoptou também o Co-Design como abordagem metodológica, procurando envolver diferentes intervenientes no processo, desde designers e técnicos até arquitectos, pastores, artesãos, associações locais, professores e comunidade.

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O resultado conceptual materializa-se num espaço organizado em diferentes zonas de experiência. A entrada introduz o utilizador no universo do rebanho através de hologramas, som, brisa e aromas; uma segunda zona apresenta o processo da tosquia e do artesanato através de vídeo imersivo e realidade aumentada; e uma terceira propõe uma experiência interactiva e táctil relacionada com a lavagem, abertura e preparação da lã.

 

A componente espacial foi complementada pelo estudo da experiência do utilizador, pela definição da organização interior e pelo desenvolvimento de desenhos técnicos, protótipos e imagens de visualização.

 

Foram ainda exploradas tecnologias como realidade aumentada, luvas hápticas, holografia e diferentes estímulos sensoriais.

O projecto representa, assim, uma continuidade entre dois momentos do processo: investigar para compreender e projectar para comunicar.

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O NévoaLab Experience procura, desta forma, reinterpretar um património em risco através do Design, aproximando tradição e tecnologia e criando um espaço onde a cultura possa ser explorada, sentida e compreendida.

Imagens geradas através de IA.

Gemini, NanoBanana e outros.

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Praticas de Investigação

Artigo Científico

Nesta unidade curricular, tive a oportunidade de aprofundar a metodologia de elaboração e composição de um artigo científico.

 

O trabalho apresentado resulta de uma investigação de campo dedicada ao setor lanífero, sintetizando as conclusões e os resultados obtidos. Convido-vos a acompanhar esta leitura.

Valorização Territorial, Inovação e Sustentabilidade Cultural no Setor Lanifício

na Região Autónoma da Madeira (RAM)

Design

Estúdio Detalhado

Nesta disciplina, o desafio consistiu em desenvolver uma comunicação visual coerente para o lançamento de uma brochura e dos diferentes suportes que a acompanham.

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O projecto partiu da criação de uma imagem-conceito, que definiu a linguagem visual aplicada aos grafismos, à brochura e ao cartaz final.

O título e os grafismos foram desenhados manualmente, a tinta-da-china, por mim, sendo posteriormente digitalizados e trabalhados em Illustrator, Photoshop e InDesign, até integrarem o resultado final.

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Ao longo do processo, foram também explorados diferentes tipos de papel e realizadas visitas de estudo, permitindo compreender melhor os materiais e os processos de produção, até ao produto final.

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Um exercício que aproximou o gesto manual das ferramentas digitais, criando uma linguagem gráfica própria e coerente.

BROCHURA

"Toppling Dance"

OFICINA

Projeto "Saudade"

O projeto Saudade nasce de uma homenagem sensível à memória e

aos saberes tradicionais de construção transmitidos por um familiar.

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A base conceptual centra-se na transformação da nostalgia numa presença calorosa: a luz evoca o aconchego do lar, enquanto a peça ganha a forma simbólica de uma casa modesta, valorizada por detalhes em folha de ouro que reforçam essa luz.

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O material base de investigação do projeto foi o cimento CEM I (Cimento Portland). Caraterizado pela sua composição pura com um mínimo de 95% de clínquer, resultante da moagem do clínquer (mistura de calcário e argila cozida a cerca de

1450 °C) com uma pequena percentagem de gesso, este material destaca-se pela

sua elevada resistência, sendo habitualmente indicado para estruturas de betão armado e obras de ritmo rápido.

No projeto, a experiência com o CEM I permitiu compreender a transição de um composto simples de pó, água e tempo numa matéria sólida e resistente, garantindo a densidade e o peso de apoio necessários para a estabilidade da peça após uma cura em água de 4 dias.

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A metodologia combinou desenho técnico, maquetes à escala real e um trabalho de oficina rigoroso, onde o cimento CEM I fundido em molde

foi articulado com um barrote de madeira envelhecido com betume da Judeia.

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O produto final é uma peça versátil e multifuncional em formato de L que integra uma lâmpada com sensor de movimento.

Concebida para ser apoiada na extremidade de superfícies como mesas ou varandas, atua como um candeeiro de iluminação de ambiente,

mas, ao ser invertida, a massa do cimento CEM I e a sua geometria transformam-na num aparador de livros.

Imagens do processo

OFICINA
DE VÍDEO

"Urumaki"

O videoclipe Arumaki é um manifesto audiovisual sobre a intimidade profunda que contrapõe a dureza de cenários industriais com a beleza brutalista da areia negra da Praia Formosa, onde dois corpos vestidos de branco (Natacha e Frederico) se fundem no ambiente para criar contraste e pureza.

 

O conceito provém da visão do produtor musical Hernandez, cuja música techno experimental simboliza a máxima "choose love, music is the answer", promovendo a lealdade e o companheirismo numa era de afetos líquidos.

A narrativa visual inicia-se com uma animação em stop-motion que revela progressivamente o nome da obra, seguida de vídeo

contínuo editado e finalizado no DaVinci Resolve. A intervenção focou-se na produção, realização, fotografia e edição.

 

A produção exigiu adaptação e inteligência criativa: as filmagens foram relocalizadas da costa norte da Madeira para a Praia Formosa (Funchal)

devido ao encerramento de estradas, e as cenas subaquáticas foram ajustadas pela forte ondulação marítima, privilegiando a segurança.

A captação aliou uma Canon 80D (com lente 50mm para planos táteis e emocionais, e 18-35mm para amplitude) a uma DJI Action 5 Pro com

caixa estanque para acompanhar de perto a interação dos corpos com o movimento da água.

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